“Merda. Eu nunca fui de sorrir no meio da rua. Mas foi só você chegar e dizer umas coisinhas bonitas aqui outras ali, para as pessoas na rua perceber o quanto idiota eu era.”
“Eu tenho medo que você seja um caminhão de luz que me esmague e me cegue na frente de todo mundo. Eu tenho medo de ser um saquinho frágil de bolinhas de gude e de você me abrir. E minhas bolhinhas correrem cada uma para um canto do mundo. E entrarem pelas valetas do universo. E eu nunca mais conseguir me juntar do jeito que sou agora. Eu tenho medo de você abrir o espartilho superficial que aperto todos os dias para me manter ereta, firme e irônica. Minha angústia particular que me faz parecer segura. Eu tenho medo de você melhorar minha vida de um jeito que eu nunca mais possa me ajeitar, confortável, em minhas reclamações.”
Demi Lovato on Pepsi PreShow, December 5th
“Mas não existe recomeço sem um fim. E no final das contas, ninguém dá adeus, do amanhã não se sabe. Vai que um dia, numa determinada situação, em algum bar de esquina, nos encontraremos novamente?”
“O que aconteceu com a gente? Passamos de amor à indiferença em menos de uns meses e alguns dias. Passamos de fim de ano para novo ano. Porém, o verdadeiro fim, foi o nosso. E o novo, ainda é desconhecido. Não estou dizendo que quero tudo de volta, que quero as conversas engraçadas, descontraídas e esquisitas. Também não estou dizendo que sinto a sua falta, eu até sinto. Sinto muito por não te reconhecer mais. Eu só queria entender. Ainda é muito difícil para mim. É um mistério, na verdade. O que houve com o “nós” que você tanto dizia? Com o amor? Com o amar? Se é que houve um nós. Se é que houve amor. Se é que houve amar.”
“Sempre fui de me doar. Ouvia, ajudava, consolava, me importava. E não foram poucas as vezes que, mesmo em segredo, eu deixava de pensar na minha vida pra ajudar os outros. Em segredo, explico, porque não acho que preciso de medalhas, prêmios ou troféus. Se eu faço, é de coração, sem esperar reconhecimento do outro. Mas, perdão, eu sou humana e sinto. O mínimo que a gente espera é gratidão. Aprendi que ela nem sempre aparece. Aprendi que às vezes as pessoas acham que o que a gente faz é pouco. Por tanto aprendizado, acabei descobrindo que é melhor eu cuidar mais da minha vida e menos da dos outros. Não quero morrer santo, quero morrer feliz.”
“Eu me reconheço. Sei que, inevitavelmente, vou sair do seu abraço com inúmeras repetições. Mas, por um momento, eu só queria que você desistisse de mim. Que você não me esperasse mais, que não tentasse decifrar o meu choro, a minha frase, meu endereço. Queria que você mudasse a alma de sentimento, que você me privasse do seu pensamento. Por um momento eu queria sim, que você fosse indiferente, o meu caminho mais distante, que você fosse…sem mim, sem a esperança de me ver ficar — porque eu já não sei voltar. Eu queria que você se isolasse desse mundo que fomos e entrasse em reflexão profunda sem carregar todo esse risco, essa dor, essa insônia. Eu queria que você deixasse de ser a minha cobrança diária, toda a minha falta de liberdade, a ausência de sensibilidade. Eu só queria que você se acostumasse e não questionasse o tremor das minhas palavras. Queria ser teu mar, te amar. Ser teu fim, em paz.”